Ela, É uma estrela que flutua Nos braços do universo A soprar na face da lua O que o poeta transforma em verso.
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sábado, abril 05, 2014
quinta-feira, março 21, 2013
Se me calo
E de repente eu me calo,
Não faço mais ruídos.
Deixo mais vazio o mundo
Sem meus gestos fluídos,
Sem meu nome...
Sem gemidos.
A única verdade é a morte; Por isso busco
A qualquer sorte a mentira,
Pois viver é bom viver
_ é a melhor saída _
desde que
Seja mentira bem vivida.
Quem disse que sexo é pecado?
Eu não nasci pelado.
Nasci coberto de amor, e para amar, assessórios.
Seria indelicado fechar os olhos ao Criador
A um item do que sou _ criado.
Pensando bem, o dito nunca se cala
Já que a fala é muda
E a mudez a guarda e consome, sem ruído,
Na fala
Sem um gesto fluido,
Sem nome.
A candura e a ira
De mãos dadas,
A verdade e a mentira abraçadas.
Abraçadas à conduta
_ feito puta _
Indo sempre a lugar nenhum.
Assim é uma vida comum.
Eu quero ser diferente
Eu quero ser gente.
E gente grita;
Não, não sussurra.
Até quando se cala,
Não fala,
Urra.
domingo, setembro 23, 2012
Sobre a vida
O novo chocolate, à primeira mordida,
tem um gosto amargo...
_ chega ser frustrante.
Depois que o degustamos _ humm!
É um verdadeiro encanto.
Na vida precisamos ter paciência.
A vitória exige paciência
O sucesso exige paciência
Um projeto exige paciência
A felicidade tem suas origens na
paciência.
A própria paciência exige confiança e
paciência, porquanto,
A paciência é um pacote dinâmico de
artifícios com vários atributos.
O gosto final da nossa peleja, vida a
fora, também depende do que extraímos desse pacote dinâmico, passo a passo.
Porque o destino se forma laço a
laço.
Pra onde quer que se vá vai-se passo
a passo, não importa o caminho.
O homem andava pela rua, sob a garoa paulistana, quando um carro do ano,
blindado e vidro fumê, passa numa poça d’água próxima à calçada e lança aquela
onda nos pedestres. O transeunte gesticula, xinga, solta palavrões, e
segue; mas já envergonhado e arrependido pelo seu comportamento.
Minutos depois entra na farmácia do shopping e alguém lança sobre ele um
olhar fulminante. O homem estremece. Amor à primeira vista? Ele é tímido, mas é
um tímido que tem atitude.
Durante o café os dois falam de cinema, música e literatura, o que os
leva por ideias excêntricas a discutir as estranhezas de certos dias. Por fim
ele fala do banho que levara na calçada. Ela, diante tal narrativa se
identifica e se revela provável réu confesso. E eles riem muito e ao final do
encontro descobrem que ambos têm "pegada"...
Passado certo tempo, os amigos em comum, que tanto admiram o
relacionamento invejável daquela família de respeito e romantismo,
pergunta-lhes qual é o segredo e como se conheceram:
“Paciência; paciência e bom humor”, eles dizem.
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